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7 de dezembro de 2018

13° salário poderá injetar até R$ 31,9 milhões na economia local


A partir de dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) e CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), a assessoria econômica da FecomercioSP estima que o décimo terceiro salário dos trabalhadores formais da cidade de Tupã deve injetar na economia local até R$ 31,9 milhões no final de 2018. Tal cifra foi calculada a partir da massa salarial média paga aos 16.456 trabalhadores com carteira assinada no município, e representa aumento de 4,6% em relação ao impacto aferido em 2017 (cerca de R$ 30,5 milhões). Vale ressaltar que no cálculo não foram considerados os recursos recebidos pelos aposentados e pensionistas já que, nestes casos, boa parte do 13º foi pago antecipadamente.

Outro ponto a ser destacado, é que nem todos os trabalhadores recebem o décimo terceiro salário nos meses de novembro e dezembro, e por esse motivo o valor máximo a ser injetado na economia local é de até R$ 31,9 milhões. Em verdade, é sabido que o pagamento do 13º salário deve ser feito pelo empregador em duas parcelas. A Lei 4.749, de 12/08/1965, determina que a primeira seja paga entre o dia 1º de fevereiro até o dia 30 de novembro.

Já a segunda parcela deve ser paga até o dia 20 de dezembro, tendo como base de cálculo o salário de dezembro menos o valor adiantado na primeira parcela.

Outra ponderação importante a ser feita é que é praticamente impossível prever com precisão a cifra que deve entrar em nossa economia local, pois é evidente que nem todos os trabalhadores alocarão seus recursos adicionais integralmente na economia do município de Tupã. Da mesma forma, é inviável projetar quantos consumidores residentes em outros municípios podem optar por gastar esse recurso extra na economia local.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Tupã, Milton Zamora, explicou que em dezembro, o varejo fatura de 20% a 30% a mais do que a média dos outros meses do ano. “Isso ocorre, pois uma parcela do décimo terceiro salário é destinado ao consumo, principalmente na compra de presentes e ceia de Natal e Reveillon. O restante é dividido entre o pagamento de dívidas (em atraso ou não) e uma menor parte para uma poupança prévia. Em 2018 a maior parte desde dinheiro será destinada aos débitos das famílias”, informou.

Além disso, para otimizar o uso dos recursos provenientes do 13º, o primeiro passo é fazer uma avaliação criteriosa do orçamento doméstico atentando-se para o nível de comprometimento da renda com o pagamento de dívidas (que deve ser de no máximo 30%) e se a pessoa já está inadimplente ou altamente endividada, o 13º salário deve ser destinado ao pagamento de débitos.

“O pagamento de dívidas do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito deve ser priorizado já que essa modalidade de crédito cobram as maiores taxas de juros do mercado. Para outros tipos de dívidas, o consumidor pode aproveitar e negociar sua quitação à vista e, desta forma, conquistar descontos. Para as famílias que não possuem débitos que comprometam mais de 30% da renda familiar, a melhor alternativa para o salário adicional é poupar. Neste caso, 13º pode dar uma boa folga no orçamento familiar a partir de janeiro, quando chegam ‘Dívidas de Verão’, como IPVA, IPTU, material e matrícula escolar e também as viagens de férias”, orientou.

O presidente lembrou ainda que, segundo explica a cartilha da economia doméstica, o consumo fica em última opção, porém sabemos que alguns prazeres a vida não podem ser mensurados, e a compra e troca de presentes no período do Natal é um exemplo. Além disso, o consumo é responsável por grande parte da formação de riqueza do país e é imprescindível ao crescimento do mesmo. “Desta forma, o consumidor precisa estipular o quanto pode gastar e ser rígido com este patamar. Avaliar no papel, e antes de sair às compras, é um ato essencial para não perder controle na hora da aquisição dos presentes”, concluiu o presidente do Sincomercio.

 

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